Casamento na areia é o formato mais bonito e o mais imprevisível do litoral paulista. Maré, vento, luz e chuva mudam o resultado, e nenhum deles obedece ao horário do convite. A diferença entre um álbum bonito e um dia frustrante está quase toda no planejamento feito semanas antes.
Esta página reúne o que realmente importa saber antes de marcar cerimônia na praia — vale para toda a costa de São Paulo, da Baixada Santista ao litoral norte.
Os quatro fatores que decidem o dia
Nenhum deles é opinião. São dados que dá para consultar antes e planejar em cima.
- Maré: a tábua da data define quanta areia vai existir na hora da cerimônia
- Luz: o horário real do pôr do sol muda ao longo do ano e precisa ser calculado
- Vento: mais forte no fim da tarde, afeta véu, penteado e tripé
- Chuva: no litoral norte é cenário provável, não exceção
- Autorização: estrutura montada na areia costuma exigir liberação da prefeitura
Como o equipamento muda na areia
Areia e maresia são hostis a câmera. Trabalhar em praia sem preparo custa equipamento e custa foto.
- Troca de lente sempre abrigada, nunca ao vento
- Segunda câmera já montada, para não abrir equipamento no momento errado
- Proteção contra respingo em toda a cobertura na areia
- Iluminação com peso extra: tripé em areia com vento não fica de pé
- Limpeza do equipamento ao fim de cada bloco de cobertura
O roteiro que funciona em casamento de praia
A ordem dos acontecimentos importa mais na praia do que em salão, porque a luz não espera.
- Cerimônia entre uma e duas horas antes do pôr do sol
- Retratos do casal na janela dourada, logo após a cerimônia
- Retratos de família antes, ainda com luz alta, para não perder a dourada
- Festa depois do escurecer, já com iluminação montada
- Plano B coberto definido e conhecido por todos antes do dia





